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Saneamento

Entenda mais sobre o saneamento

Água

Captação

A escolha do manancial constituiu decisão de grande importância e responsabilidade no projeto de abastecimento de água. Neste caso foi levantada as alternativas possíveis, comparando as técnicas e ao principio da economicidade, levando em consideração a proximidade, qualidade, disponibilidade de energia elétrica, cota topográfica favorável para a adução, condições topográficas e geológicas satisfatórias e por fim apresentar menos riscos de poluição.


Adução

A adução é feita do Rio Queima Pé localizado na Bacia do Rio Queima pé, que recebe como adutores o córrego figueira, o córrego cristalino e o córrego Tapera.

A adutora de água bruta possui uma extensão de 40 metros toda em ferro fundido, com diâmetro de 450mm, através de 2 conjuntos de bombas independentes de 50cv.


Tratamento

A ETA localizada as margens do córrego Queima Pé, é do tipo convencional completa, contando com as seguintes operações de tratamento:

Adição de Sulfato: Realizada na calha Parchal, logo após a régua de aferição.
Floculação: Através do processo de ascensão o floculador conta com 57 células de 1x6 metros, perfazendo um total de 342 m3 de água.
Decantação: A ETA conta com 4 decantadores lisos medindo 18x6x5,5 metros (594 m3).
Filtração: Possui 5 filtros de 3x4 ( 12 m2).


Recalque

O recalque é realizado dentro do pátio operacional da ETA, com o auxilio de um reservatório de 200 m3, através de três conjuntos motor/bomba de 150 CV cada, os quais recalcam a água tratada para os reservatórios de distribuição.


Laboratório da Estação de Tratamento d´Agua (ETA)

Nosso laboratório conta hoje com modernos equipamentos para que o controle de qualidade do produto seja eficaz. Para isso procuramos cumprir todos os pontos abordados na portaria 518/MS do Ministério da Saúde. Algumas análises que não são possíveis realizarmos em nossos equipamentos enviamos a outros laboratórios credenciados pelo Inmetro para que o façam. As análises básicas solicitadas pela portaria 518/MS são realizadas de hora em hora pelos operadores do sistema, que hoje são em número de seis.


Manancial

O manancial que abastece a Estação de Tratamento de Água de Tangará da Serra é o do Rio Queima Pé localizado na Bacia do Rio Queima pé, que recebe como adutores o córrego figueira, o córrego cristalino e o córrego Tapera.

Devido ao baixo nível da água deste córrego, e para que fosse possível se instalar a adução em um ponto que fosse próximo a ETA, foi necessário a execução de um barramento cuja finalidade é elevar o nível da água. Com isso formou-se uma represa natural, onde ao longo dos anos formou-se em seu leito a deposição de material em suspensão presente na água, com isso diminuindo a lâmina de água da represa, havendo a necessidade de se fazer uma limpeza por dragagem desse material em sedimentado.

A vazão do córrego em época de seca é de aproximadamente 270 l/s e em época de chuva chega a aproximadamente 2000 l/s.

A ETA tem capacidade de tratamento de 320 l/s, operando 24 horas por dia, sem comprometer a qualidade do produto final, isso devido ao fato da sistemática de tratamento adotada pela empresa, a qual possuem dispositivos prevenindo qualquer anormalidade.

Para aumentar a capacidade de armazenamento do reservatório natural formado na represa temos duas alternativas:

  • A elevação do nível da barragem, fato que resultaria em uma área de alagamento maior.

A dragagem da represa.

Os dois fatos citados acima resultam em gastos um tanto onerosos, mas de viabilidade passível de ser absorvida pela empresa. No entanto vale salientar que ambas terão de ser feitas em virtude ao aumento constante no número de usuários e eminência constante de fenômenos naturais como a seca que sempre é diagnosticada em nossa região. Para tanto quando necessário maiores estudos serão apresentados para a execução de tais procedimentos.

Logo diante dos fatos citados, a soluções apresentadas acima levando-se em conta o término do período das chuvas deverão ser aplicadas antes que se comprometa seriamente o sistema de abastecimento da cidade.

Salientamos ainda, que a altura média da lâmina de água é de aproximadamente 1,20 metros, porém atualmente a lâmina útil é de aproximadamente 65 cm, devido a sedimentação ocorrida durante os anos. Esse lodo depositado no fundo da represa tem características de material leve como: sílica, folhas, galhos, ricos em matéria orgânica tal como as lagoas naturais. Nos lagos, o lodo caracteriza-se, em geral, por uma maior estabilidade quanto a suas propriedades físicas. Os efeitos devido a presença da correnteza são geralmente muito diminuídos, por isso a sedimentação de lodo no fundo é maior. Do ponto de vista geológico um lago é sempre uma formação transitória, tendendo a desaparecer pela deposição de sedimentos de fundo e a invasão da vegetação, a partir das margens à medida que a profundidade diminui.

Atualmente o material resultante da lavagem de filtros e de decantadores é retornado ao leito do rio lentamente, previamente diluído com um volume de água suficiente para que não gere acúmulos as margens de forma visível.

A proposta da limpeza é de aproximadamente 50 cm de lodo depositado existente, resultando em um volume armazenado, que será o suficiente para suprir a necessidade do abastecimento público, minimizando o problema principalmente no período da seca.


Esgoto

Lagoas de tratamento (ETE - Estação de tratamento de esgoto)

ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, é a unidade operacional do sistema de esgotamento sanitário que através de processos físicos, químicos ou biológicos removem as cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o produto final, efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental.

O SAMAE, utiliza o sistema natural de tratamento, da seguinte forma:

Anaeróbia;
Facultativa;
Maturação ou polimento.


Lagoa Anaeróbia

Lagoas anaeróbias são reatores desprovidos de oxigênio dissolvido, normalmente com profundidade entre 3 e 5 metros, projetados como unidades que antecedem outros reatores de tratamento, numa série, visando a remoção de elevada fração de matéria orgânica biodegradável através de mecanismos físicos e biológicos. Dentre esses mecanismos destacam-se a sedimentação, a flotação (é um método de separação de misturas) e a digestão anaeróbia de matéria orgânica. A desvantagem dessas lagoas é o mau odor causado pela liberação de substâncias voláteis entre as quais o gás sulfídrico, resultante da digestão anaeróbia de proteínas ou da redução dissimilatória de sulfato. Como vantagem, além da boa eficiência de remoção de sólidos suspensos e matéria orgânica, apresentam pequena produção de biomassa microbiana, resultando na produção de menor volume de lodo, em decorrência da conversão da matéria orgânica em biogás, que é eliminado para a atmosfera.


Lagoa Facultativa

O processo de tratamento por lagoas facultativas é muito simples e constitui-se unicamente por processos naturais. Estes podem ocorrer em três zonas da lagoa: zona anaeróbia, zona aeróbia e zona facultativa.

O efluente entra por uma extremidade da lagoa e sai pela outra. Durante este caminho, que pode demorar vários dias, o esgoto sofre os processos que irão resultar em sua purificação. Após a entrada do efluente na lagoa, a matéria orgânica em suspensão (Demanda Bioquímica de Oxigênio particulada) começa a sedimentar formando o lodo de fundo. Este sofre tratamento anaeróbio na zona anaeróbia da lagoa. Já a matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel) e a em suspensão de pequenas dimensões (DBO finamente particulada) permanecem dispersas na massa líquida. Estas sofrerão tratamento aeróbio nas zonas mais superficiais da lagoa (zona aeróbia). Nesta zona há necessidade da presença de oxigênio. Este é fornecido por trocas gasosas da superfície líquida com a atmosfera e pela fotossíntese realizada pelas algas presentes, fundamentais ao processo. Para isso há necessidade de suficiente iluminação solar, portanto, estas lagoas devem ser implantadas em lugares de baixa nebulosidade e grande radiação solar. Na zona aeróbia há um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio e gás carbônico. Enquanto as bactérias produzem gás carbônico e consomem oxigênio através da respiração, as algas produzem oxigênio e consomem gás carbônico na realização da fotossíntese. As reações são praticamente as mesmas com direções opostas.


Lagoa Maturação

As lagoas de maturação constituem um pós-tratamento de processos e objetivem a remoção da DBO, sendo usualmente projetadas como uma série de lagoas, ou como uma lagoa única com divisões por chincanas. A eficiência na remoção de coliformes é bastante elevada frente aos principais elementos atuantes.

Microrganismos patogênicos;
Ambiente ideal é o trato intestinal humano;
Tendência de morte – rede, sistema tratamento, no corpo receptor;
Eliminação total: helmintos, cistos;
Profundidade;
Baixa → favorecer mecanismos atuantes.

 

Depois deste processo feito a água é tratada em torno de 86% de eficiência e jogada ao Rio ararão por onde naturalmente é feita a autodepuração.

E novamente a água esta pronta para ser retirada.

Tangará da Serra tem cobertura de 34% atualmente com o PAC 2 terá cobertura de 55%.


Resíduos Sólidos

Aterro Sanitário

O aterro sanitário é um local destinado á deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. É uma forma de disposição de lixo no solo, de acordo com normas e critérios de engenharia, permitindo o confinamento dos resíduos de forma segura tanto do ponto de vista sanitário quanto ambiental (IPT, 2000). Dentre os procedimentos operacionais mais importantes em um aterro sanitário está a disposição final ambientalmente adequados dos resíduos sólidos urbanos, assim como o Monitoramento Geotécnico e Monitoramento Ambiental.

No aterro sanitário tem que haver a impermeabilização da área onde o lixo vai ser depositado, a drenagem dos gases produzidos e a drenagem e tratamento dos líquidos percolados, além do aterramento diário dos resíduos, objetivando mitigar a contaminação do solo, dos recursos hídricos e do ar, estando assim de acordo com as normas vigentes.